Dados preliminares do recenseamento de raiz revelam que a FRELIMO conta atualmente com mais de seis milhões de membros inscritos em todo o país e na diáspora.
A informação foi divulgada pelo presidente do partido, Daniel Chapo, durante o discurso de abertura da V sessão ordinária do Comité Central, um encontro de quatro dias que decorre na cidade da Matola, província de Maputo.
Segundo Chapo, o balanço feito com os primeiros secretários distritais demonstra maior dinamismo nas bases do partido. Acrescentou ainda que os dados recolhidos no recenseamento confirmam números já existentes, apontando que a FRELIMO possui pouco mais de seis milhões de membros.
O processo de recenseamento, iniciado em fevereiro, tem como objetivo organizar os membros a nível local, reforçar a estrutura interna e atualizar a base de dados do partido, estando a ser realizado em bairros, quarteirões e mercados.
De acordo com o dirigente, que também exerce funções de Presidente da República, a verificação dos membros e dos órgãos do partido constitui um passo importante para a preparação das eleições autárquicas de 2028 e das eleições gerais de 2029. “Na FRELIMO seguimos o princípio de que a vitória deve ser preparada e organizada”, destacou.
Chapo manifestou satisfação com o andamento do processo, sublinhando que este permitirá melhorar o controlo sobre o cumprimento dos deveres dos membros, incluindo a participação em processos eleitorais, o pagamento de quotas e a gestão estratégica de quadros.
O líder referiu ainda que, apesar de existirem desafios relacionados com a disciplina partidária, o partido tem conseguido superar fragilidades com base no princípio da unidade crítica, o que contribui para a consolidação da sua posição. Também destacou progressos na observância dos princípios, regulamentos e orientações internas.
Durante a V sessão ordinária do Comité Central, órgão que delibera entre congressos, será igualmente analisado o desempenho das estruturas do partido a vários níveis, com base no relatório do Secretariado.
O encontro deverá ainda avaliar a proposta do Plano de Actividades e Orçamento para 2026, num contexto em que o partido se prepara para a 11ª Conferência Nacional de Quadros, evento que antecede o 13º Congresso e que gera grande expectativa.
A última Conferência Nacional de Quadros decorreu em outubro de 2016, no mesmo local onde está a acontecer a atual sessão.
O evento realiza-se sob o lema: “Unidos e Coesos, Trabalhando para Renovar Moçambique, rumo à Independência Económica e Prosperidade do Povo”.