Circula intensamente nas redes sociais e em grupos de mensagens um suposto comunicado oficial do partido Aliança Nacional Para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), que apela à população para aderir a uma “Paralisação Geral” na próxima sexta-feira, dia 8 de Maio. No entanto, a informação é estritamente falsa. A direção do partido demarcou-se do documento, classificando-o como uma manobra de desinformação.
O Conteúdo da Falsa Convocatória
O documento forjado apresenta o logótipo da ANAMOLA e insta os cidadãos a concentrarem-se no Alto Maé, junto à estátua de Eduardo Mondlane, a partir das 07h00. Utilizando argumentos como a recente crise no fornecimento de combustíveis e a iminente subida do custo de vida, o falso comunicado apela a que a população não circule de viatura e evite atividades não essenciais.
Para dar uma aparência de legitimidade, o cartaz inclui a assinatura do porta-voz do ANAMOLA “Dinis Tivane“, além de disponibilizar dois contactos telefónicos no rodapé, atribuídos a “Abdul Nariz” e “Evaristo Maússe”, para alegados esclarecimentos.
O Desmentido e as Evidências de Fraude
A falsidade do documento foi trazida a público através do jornalista Nádio Taimo, que investigou o caso e contactou diretamente um membro sénior da ANAMOLA. A fonte partidária garantiu categoricamente que a estrutura da ANAMOLA não reconhece o comunicado, apontando o dedo a indivíduos ligados ao partido no poder como os prováveis autores desta campanha de Fake News, com o intuito de criar confusão política e social.
A fraude torna-se evidente através de uma análise técnica e visual ao documento. A fonte sénior do partido e a investigação jornalística destacaram várias anomalias grosseiras:
- Erros de Design e Formatação: O documento apresenta uso inconsistente de fontes (tipografias) que não correspondem aos padrões oficiais do partido. Além disso, há falhas gráficas notórias, como o número incorreto de braços representados no logótipo e nos elementos gráficos que compõem o rodapé da página.
- Uso Abusivo de Contactos: Os números de telefone indicados para “mais informações” são completamente falsos no que toca à sua ligação à ANAMOLA. Os verdadeiros titulares destas linhas não são membros do partido e estão atualmente a ser inundados com chamadas de cidadãos confusos, encontrando-se totalmente alheios ao assunto.
O caso sublinha o perigo da rápida propagação de desinformação em momentos de tensão socioeconómica. Apela-se aos cidadãos que consultem sempre os canais e plataformas oficiais das instituições antes de partilharem convocatórias e documentos não verificados nas redes sociais.