A onda de violência armada voltou a fazer vítimas no distrito de Macomia, na zona central da província de Cabo Delgado. Na última segunda-feira (13 de abril), dois caçadores pertencentes à comunidade de Nguida foram mortos por homens armados. As suspeitas indicam que os autores do crime integram o mesmo grupo insurgente que atacou a aldeia de Nkoe no passado dia 10 de abril.
O Encontro Fatal na Mata e Novas Movimentações
Fontes locais relataram à publicação Carta os contornos do incidente:
- Três caçadores encontravam-se no mato, em pleno exercício da sua atividade, quando foram surpreendidos pelos supostos terroristas.
- Durante a abordagem, o grupo armado assassinou dois dos homens, tendo optado por deixar o terceiro caçador em liberdade.
A ameaça, no entanto, não se dissipou. Na manhã do dia seguinte, terça-feira, as mesmas fontes avançam que o grupo insurgente foi avistado a circular pelas machambas da aldeia de Onumoz, também situada no distrito de Macomia.
População em Fuga e Falta de Apoio
O pânico gerado pelos frequentes relatos sobre a movimentação dos terroristas na região teve um impacto imediato nas comunidades locais. Uma grande parte dos habitantes de Nguida e Licangano viu-se forçada a abandonar as suas casas em busca de segurança, deslocando-se para a vila de Macomia.
Neste momento, estas famílias deslocadas encontram-se abrigadas nas residências de familiares. Contudo, enfrentam um cenário de grande vulnerabilidade devido à total ausência de assistência humanitária.
Descoberta Macabra em Nkoe
A par destes acontecimentos, a região lida ainda com as sequelas dos ataques anteriores. Dois dias após a incursão terrorista à aldeia de Nkoe (ocorrida a 10 de abril), a população deparou-se com uma tragédia ao abandonar os esconderijos para regressar a casa: o corpo sem vida de um homem foi encontrado no local. As autoridades e os populares confirmaram que a vítima mortal era um residente daquela comunidade.