Maputo, 15 de abril – A Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) garantiu que o país dispõe de combustível suficiente nos quatro terminais oceânicos, afastando qualquer cenário de escassez, mesmo com os efeitos do conflito no Médio Oriente.
A informação foi partilhada em Maputo pela directora de Operações da empresa, Abida Patel, durante a sua participação no programa “Café da Manhã”, da Rádio Moçambique.
De acordo com a responsável, Moçambique deixou de depender do abastecimento proveniente do Médio Oriente, na sequência do bloqueio do Estreito de Ormuz. Como alternativa, o país passou a importar combustíveis de outros mercados, com destaque para a Índia.
Patel explicou que anteriormente grande parte do combustível vinha daquela região, mas a situação geopolítica obrigou à diversificação das fontes de fornecimento.
Apesar dessa mudança, assegurou que o fluxo de abastecimento permanece estável. Segundo afirmou, os navios continuam a chegar regularmente aos terminais, garantindo níveis adequados de combustível.
A dirigente apelou ainda à tranquilidade da população, desencorajando comportamentos de pânico, como a corrida aos postos ou o armazenamento excessivo.
“Não há necessidade de açambarcar. O abastecimento deve ser feito normalmente”, reforçou.
A responsável reconheceu, no entanto, que o conflito internacional trouxe impactos logísticos, nomeadamente no aumento do tempo de transporte.
“Se antes o percurso levava cerca de 15 dias, agora pode demorar mais 10 dias adicionais”, indicou.
Mesmo com esses constrangimentos, garantiu que atrasos pontuais na chegada de navios não deverão comprometer o fornecimento no país.
Por outro lado, Patel admitiu que os custos de importação tendem a subir, o que pode pressionar financeiramente as empresas do sector.
“O aumento da factura de importação exige maior capacidade financeira por parte das empresas para garantir a continuidade do abastecimento”, concluiu.