A recente escassez de combustíveis em Moçambique, agravada pelo conflito no Médio Oriente, ameaça provocar aumento no valor do transporte semi-coletivo de passageiros, conhecido como “chapa 100”. Transportadores afirmam que os custos operacionais têm subido e aguardam decisões do Executivo para definir o futuro das tarifas.
Baptista Maculuve, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários da Cidade de Maputo (ATROMAP), explicou à DW que o desejo é reajustar os preços para cobrir os custos, mas que a decisão final depende do governo. “Quem define as tarifas é o Governo, principalmente na zona metropolitana. Nas negociações já existem balizas estabelecidas, e esperamos que elas sejam respeitadas”, afirmou.
A escassez de combustíveis nos últimos dias levou os transportadores a operar com restrições, limitando o número de veículos em circulação. Segundo Maculuve, sem subsídios do Estado, a manutenção dos carros nas ruas se tornará inviável, obrigando a um aumento dos preços.
“Se o governo não intervir, teremos de aumentar as tarifas, porque não há outra alternativa para manter os veículos a circular e garantir o transporte de passageiros de um ponto a outro”, destacou.
Enquanto isso, passageiros enfrentam atrasos e redução na oferta de transporte, consequência direta da limitação de combustível disponível para os transportadores.