O Pentágono está a organizar deslocações de milhares de soldados e fuzileiros para o Médio Oriente, preparando-se para possíveis operações terrestres no Irão. A autorização final, no entanto, depende do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Fontes citadas pelo Washington Post indicam que as ações planeadas não configuram uma invasão em grande escala, mas sim incursões combinadas envolvendo tropas de infantaria e forças especiais. As discussões sobre o plano estão em curso há várias semanas.
Recentemente, a administração norte-americana tem alternado entre sinais de fim do conflito e alertas sobre uma possível intensificação da guerra. Trump tem dado indicações de querer negociar, exigindo que o Irão abandone ambições nucleares e cesse ameaças contra os EUA e aliados.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o conflito “não será prolongado” e que os objetivos podem ser atingidos sem a necessidade de tropas terrestres. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que os preparativos do Pentágono oferecem flexibilidade ao comandante-chefe, mas não indicam uma decisão já tomada pelo presidente.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, já causou mais de duas mil mortes, incluindo 13 soldados norte-americanos, e resultou na morte de importantes figuras do regime iraniano.