Por: Times de Todos
NAMPULA, 28 de Março de 2026 — O activista social Joaquim Pachoneia, popularmente conhecido como Jota Pachoneia, veio a público este sábado manifestar o seu forte apoio ao Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, encorajando-o a manter uma postura firme contra as pressões exercidas por empresas multinacionais a operar no país.
Através de um vídeo partilhado nas suas contas oficiais nas redes sociais, Pachoneia saudou a nova abordagem do Chefe de Estado em relação à gestão dos recursos naturais e aos acordos com investidores estrangeiros. Segundo o activista, a actual liderança está a desmantelar esquemas de corrupção antigos que lesavam gravemente os cofres do Estado.
”Nos últimos tempos, temos recebido a informação de que o Presidente da República está a sofrer pressão das multinacionais que ameaçam ir embora”, afirmou Pachoneia no vídeo. O activista revelou que o cerne do conflito reside na exigência do Presidente Chapo para que a quota de 15% das receitas, legalmente devida ao Estado moçambicano, seja efectivamente paga na sua totalidade.
De acordo com as denúncias de Pachoneia, o cenário anterior era marcado por desvios significativos: “Prometem 15% para o Estado moçambicano, mas só entram 3%. Os 12% vão para um ‘tubarão’ em Maputo. Quando o povo olha, só vê fumo”. Com a nova exigência governamental, as empresas — tendo o activista citado o caso da Mozal e de outras entidades não especificadas — estarão a utilizar a ameaça de desinvestimento como forma de coacção.
Face a este braço de ferro, a posição de Jota Pachoneia é intransigente e de total alinhamento com a salvaguarda dos interesses nacionais. “Se querem ir embora, vão! Os recursos e o dinheiro têm dono. Há de vir alguém para investir. Pelo menos este posicionamento do Presidente Chapo tem o meu apoio”, declarou o activista de Nampula.
A terminar a sua intervenção, Pachoneia deixou um aviso ao actual Chefe de Estado sobre os desafios da sua governação: “Presidente da República, estás de parabéns, mas não te esqueças: o sucesso atrai inimigos”. A mensagem foi rematada com o seu já conhecido lema de intervenção social: “Mudamos tudo ou tudo se repete”.
A declaração do activista reflecte um sentimento crescente de expectativa na sociedade civil moçambicana quanto a uma maior transparência na gestão dos recursos do país e a uma distribuição mais justa da riqueza gerada pelos grandes projectos económicos.