GOVERNO APROVA PLANO ESTRATÉGICO 2026-2030 PARA COMBATER O BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

O Conselho de Ministros aprovou a Estratégia Nacional de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e o respectivo Plano de Acção para o quinquénio 2026-2030.

O documento estabelece um quadro rigoroso para garantir a sustentabilidade do sistema financeiro nacional, focando-se na prevenção de crimes de branqueamento e no combate ao financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição massiva.

A implementação deste plano será coordenada por diversas instituições do Estado, abrangendo autoridades de supervisão e investigação criminal.

Segundo Luís Cezerilo, Coordenador Nacional do Comité Executivo de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Terrorismo, os planos sectoriais deverão ser apresentados no prazo de quinze dias, seguindo depois para validação da Ministra das Finanças e monitoria do Conselho de Ministros.

A adopção desta estratégia ocorre num período em que o país colhe os frutos do cumprimento de metas internacionais, factor que permitiu a saída da Lista Cinzenta e reforçou a credibilidade institucional perante investidores globais.

O novo plano operacionaliza-se através de cinco eixos principais, com destaque para a consolidação do quadro legal e a promoção de maior integridade no sistema económico.

Para o Executivo, o sucesso desta iniciativa depende da colaboração estreita entre o sector público, as entidades financeiras e a sociedade civil. O objectivo central passa por melhorar continuamente os mecanismos de regulação, assegurando que Moçambique se mantenha como um parceiro fiável e transparente no cenário financeiro internacional, protegendo a economia nacional de fluxos de capital ilícito.

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