Margarida Talapa, presidente da Assembleia da República, fez esta exortação este sábdo, 04, na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, durante a cerimónia de deposição da coroa de flores que assinala os 33 anos da assinatura dos Acordos de Roma, em 1992, que puseram fim à guerra civil de 16 anos.
Talapa manifestou preocupação com os recentes ataques terroristas no distrito da Mocímboa da Praia e deixou uma mensagem de desencorajamento para o ingresso de jovens moçambicanos em grupos armados, sustentando que todos devem empenhar-se na construção do país.
A governante destacou os avanços alcançados desde o fim da guerra, incluindo reconstruções em vários domínios, e sublinhou que a preservação destes ganhos depende do envolvimento de todos, sem distinção de partido, religião, língua ou cor, tal como ocorreu na união dos moçambicanos durante a luta de libertação nacional.
Representando o Presidente da República, Margarida Talapa reforçou a necessidade de abandonar práticas e discursos que incitam violência e ódio, apelando ao empenho na preservação da paz e na execução de projectos de desenvolvimento.
Talapa mencionou ainda desafios para a manutenção da paz, destacando o lançamento pelo Presidente Daniel Chapo do projecto de Diálogo Político Inclusivo, e incentivou todos os moçambicanos a participarem, lembrando que a paz não se limita ao calar das armas.
A cerimónia celebra os 33 anos da assinatura dos Acordos de Roma, num contexto em que o terrorismo continua a provocar crises humanitárias em Cabo Delgado e, recentemente, uma onda de assassinatos no município da Matola tem preocupado todas as esferas da sociedade.