Daniel Chapo defende o reforço urgente das FADM para torná-las uma referência continental

As atenções do país estiveram voltadas para a cidade da Matola, Província de Maputo, capital industrial de Moçambique, onde tiveram lugar as cerimónias centrais da celebração dos 61 anos do desencadeamento da Luta de Libertação Nacional e do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), uma data de grande significado histórico e patriótico para o povo moçambicano.

 

Daniel Chapo reconheceu os avanços das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), mas destacou a necessidade urgente de reforçar a sua capacidade militar, com o objectivo de combater eficazmente o terrorismo em Cabo Delgado e transformar as forças moçambicanas numa referência regional e continental.

 

Na ocasião, Chapo manifestou gratidão às forças estrangeiras que prestam apoio no combate ao terrorismo, contribuindo para a estabilização da região.

 

Chapo recordou que a luta pela independência foi árdua e custosa, marcada por perdas humanas significativas, mas que resultou na libertação da terra e do povo moçambicano, cujos frutos são hoje desfrutados. Com a independência alcançada, o país enfrenta agora novos desafios, como a consolidação da independência económica e o combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

 

O dirigente reconheceu os progressos registados na capacidade operacional das FADM, que se traduzem na retoma gradual da vida nas comunidades afectadas pelo conflito no norte do país. Chapo apelou ao envolvimento de todos os moçambicanos na luta contra o terrorismo, sublinhando a importância de tornar as FADM uma referência em todo o continente africano.

 

Num tom de alerta, advertiu a população para não se deixar enganar por discursos divisionistas, sob risco de comprometer a soberania nacional. Enalteceu ainda o papel da juventude que enfrenta o terrorismo nas frentes de combate, considerando-os “heróis dos nossos dias”.

 

Durante a cerimónia, Daniel Chapo manifestou alegria ao discursar perante compatriotas que sacrificaram as suas vidas pela libertação nacional. No âmbito das celebrações, foram condecorados 724 cidadãos moçambicanos, em reconhecimento pelo seu contributo na conquista da paz e no desenvolvimento do país.

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