Líder de movimento anti-imigração defende modelo inspirado no Dubai e diz que imigrantes legais “podem trabalhar por nós” – Times de Todos

O ativista sul-africano Nkosikhona Ndabandaba, uma das figuras mais conhecidas do movimento anti-imigração no país, voltou a gerar polémica ao defender a adoção de um modelo económico inspirado nos Emirados Árabes Unidos, no qual, segundo a sua proposta, os cidadãos sul-africanos deixariam de trabalhar e seriam sustentados pelo Estado, enquanto os imigrantes legais assumiriam a maior parte da força de trabalho.

Durante uma entrevista sobre imigração e mercado de trabalho, Ndabandaba afirmou que os sul-africanos não precisariam de exercer atividades laborais e que os estrangeiros legalmente residentes poderiam desempenhar essas funções para permanecerem no país.

“Nós nem precisamos de trabalhar. Podemos ter estes imigrantes legais a vir para a África do Sul para trabalhar por nós, tal como acontece no Dubai”, declarou o ativista.

Segundo Ndabandaba, o direito de permanência dos imigrantes legais na África do Sul deveria estar diretamente ligado ao exercício de uma atividade profissional.

As declarações representam uma mudança no discurso do ativista, que ganhou notoriedade por liderar campanhas contra a imigração ilegal e por defender que os empregos fossem prioritariamente reservados aos cidadãos sul-africanos. Agora, a sua proposta prevê que os imigrantes legais ocupem esses postos de trabalho, enquanto os nacionais beneficiariam de apoio financeiro do Estado.

A proposta provocou reações de economistas e analistas políticos, que a consideram economicamente inviável. Os especialistas argumentam que a realidade económica e social da África do Sul difere significativamente da dos Emirados Árabes Unidos, cuja economia é fortemente sustentada pelas receitas do petróleo, por um fundo soberano robusto e por uma estrutura demográfica distinta.

Até ao momento, o Governo sul-africano não se pronunciou oficialmente sobre as declarações, que voltaram a colocar no centro do debate temas como imigração, desemprego e políticas sociais.

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