O clima político na cidade de Quelimane encontra-se marcado por uma escalada de tensão. A Renamo manifestou-se publicamente para repudiar de forma veemente a intervenção das forças de segurança, classificando como “abusiva” a postura da Polícia da República de Moçambique (PRM) e da Unidade de Intervenção Rápida (UIR). O incidente em causa ocorreu durante a tentativa de realização de uma marcha pacífica, organizada por simpatizantes e membros do partido Anamola para assinalar o seu primeiro ano de existência.
Uso de Força e Relatos de Feridos
Através de um comunicado oficial de repúdio, a formação política sublinhou ter recebido com “profunda preocupação” diversos relatos e imagens que documentam a acção policial. Segundo a denúncia da Renamo, as autoridades recorreram ao uso de gás lacrimogéneo e a outros instrumentos de dispersão, uma actuação que, alegadamente, terá resultado em ferimentos no seio dos participantes da marcha.
O Papel da Polícia num Estado Democrático
Sem poupar nas críticas à intervenção das autoridades, a Renamo fez questão de relembrar o papel fundamental das forças da lei. O partido defende que, num verdadeiro Estado de Direito Democrático, a principal missão da polícia deve passar por proteger os cidadãos e assegurar a manutenção da ordem pública.
Para a formação política, as instituições de segurança devem actuar com isenção e jamais devem ser convertidas num instrumento de intimidação política contra os cidadãos que procuram exercer os seus direitos.