CNDS debate combate ao terrorismo, segurança pública e impacto ambiental da mineração

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Francisco Chapo, dirigiu, esta quinta-feira, 16, no seu Gabinete, a II Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), que analisou a situação do combate ao terrorismo no norte do país, a ordem e segurança públicas, bem como o relatório sobre a mineração de ouro na província de Manica.

O CNDS manifestou preocupação com a expansão de ataques terroristas para alguns distritos de Nampula e nos arredores da sede do distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, reconhecendo, no entanto, a intervenção das FDS, que expulsaram os grupos terroristas dessas localidades. O órgão apelou à intensificação das acções para garantir a protecção do povo moçambicano e dos seus bens.

No domínio da segurança pública, o Conselho lamentou o aumento de acidentes de viação, predominantemente causados por erro humano e desrespeito pelas regras de trânsito, instando as autoridades a reforçarem medidas de prevenção e responsabilização. O CNDS condenou ainda veementemente crimes hediondos contra idosos, sob alegações de feitiçaria, apelando à responsabilização e à sensibilização das comunidades para erradicar estas práticas que atentam contra a vida e dignidade da terceira idade.

O Conselho saudou a iniciativa do Ministério do Interior de recuperar armas de fogo ilegais e apelou à colaboração da população, líderes comunitários e confissões religiosas para tornar Moçambique um país livre de armas e dos crimes associados.

Relativamente à mineração, o CNDS apoiou a suspensão da exploração de ouro em Manica, devido ao impacto ambiental negativo, incentivando denúncias de práticas irregulares e recomendando medidas preventivas sempre que a exploração de recursos naturais ameaçar ecossistemas e comunidades.

No âmbito da renovação das Forças de Defesa e Segurança, o Conselho apreciou propostas de promoção de oficiais, enquadradas na necessidade de dinamizar e reforçar a capacidade institucional para responder aos desafios de segurança nacional.

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