Zurique (Suíça), 16 de outubro de 2025 — A gigante suíça de alimentos e bebidas Nestlé anunciou uma demissão em massa que afetará cerca de 16 mil trabalhadores em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 5,8% de sua força global. O corte faz parte de um amplo plano de reestruturação destinado a reduzir custos e acelerar a modernização da empresa sob a liderança do novo CEO, Philipp Navratil.
A medida ocorre num momento em que a Nestlé busca recuperar a confiança dos investidores e responder mais rapidamente às transformações do mercado alimentar mundial. Segundo o executivo, “a empresa precisa mudar mais rápido, simplificar processos e se adaptar ao novo comportamento dos consumidores”.
De acordo com informações divulgadas pela Reuters e Associated Press, a Nestlé ampliou sua meta de economia para 3 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 3,76 bilhões) até 2027. O plano inclui cortes principalmente em cargos administrativos e setores de apoio, mas também atingirá algumas áreas de produção e logística.
A notícia teve impacto imediato nos mercados: as ações da Nestlé subiram quase 8% na Bolsa de Zurique, refletindo a confiança dos investidores na nova estratégia de reestruturação. Analistas apontam que o programa de cortes é uma tentativa do novo CEO de “acender o fogo da mudança” dentro da companhia, que enfrenta forte concorrência e pressões de custo em escala global.
Nos últimos anos, a Nestlé tem enfrentado desafios ligados à inflação de matérias-primas, às novas tendências de alimentação saudável e às crescentes exigências de sustentabilidade. O novo plano é visto como uma tentativa de reposicionar a marca diante desse cenário.
Apesar da reação positiva dos investidores, sindicatos e trabalhadores expressaram preocupação com o impacto social das demissões. Representantes de funcionários na Europa pediram diálogo e transparência no processo de reestruturação.
A Nestlé, que emprega mais de 275 mil pessoas em mais de 180 países, ainda não detalhou quais regiões serão mais afetadas pelos cortes, mas prometeu oferecer apoio e compensações aos colaboradores atingidos.
Fonte: Reuters, Associated Press, Barron’s, Veja, Metrópoles e MoneyTimes