A companhia aérea Air China retomou os voos diretos semanais de passageiros entre Pequim e Pyongyang, após seis anos de suspensão causada pela pandemia de COVID-19 em 2020.
O primeiro voo desta nova fase, identificado como CA121, realizou-se na segunda-feira, 30 de março, partindo do Aeroporto Internacional de Pequim. Cerca de três horas depois, a aeronave aterrou no Aeroporto Internacional de Sunan, em Pyongyang, onde foi recebida pelo embaixador chinês na Coreia do Norte, Wang Yajun, e outros diplomatas.
Segundo informações avançadas pela Reuters, citando a agência sul-coreana Yonhap, o voo transportava apenas cerca de 10 passageiros. O número reduzido de viajantes está ligado ao facto de a Coreia do Norte ainda não estar a emitir vistos turísticos, especialmente para cidadãos chineses, permitindo viagens apenas a pessoas com estatutos específicos.
Outro fator que dificulta a ocupação dos voos é o aumento do preço dos combustíveis, associado ao conflito no Médio Oriente, o que pode comprometer a viabilidade da rota, apesar de existir apenas um voo por semana, realizado às segundas-feiras.
Apesar da retoma da ligação aérea, não foi divulgado qualquer comunicado oficial, e, segundo o site da Air China, a companhia não está a aceitar novas reservas para voos futuros.
A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, países que partilham uma fronteira com mais de 1.400 quilómetros.
No ano passado, o líder norte-coreano Kim Jong-un viajou até Pequim num comboio blindado, onde se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping durante as comemorações do 80.º aniversário da rendição do Japão e do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.
Essa foi a primeira vez que Kim Jong-un participou num evento multilateral desse tipo desde que assumiu o poder em 2011, ocasião em que também se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.