O Governo do Ruanda confirmou que mantém mais de 6.300 militares destacados no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, no âmbito do combate ao terrorismo, número que representa o triplo das forças enviadas em 2021.
As autoridades ruandesas reforçaram a necessidade de um modelo de financiamento sustentável para garantir a continuidade da missão. Segundo a porta-voz do Governo, Yolande Makolo, o país tem suportado grande parte dos custos da operação até ao momento.
“O Ruanda tem defendido que a presença prolongada das suas forças em operações conjuntas em Moçambique exige um quadro de financiamento sustentável. Até agora, assumimos a maior parte dos encargos, mas é necessária uma transição para um modelo mais equilibrado”, afirmou.
Em declarações feitas através da rede social X, Yolande Makolo reagiu também a notícias internacionais sobre negociações envolvendo o Ruanda, os Estados Unidos e a União Europeia, sublinhando que a responsabilidade pelo financiamento cabe ao Governo moçambicano.