Passageiros acusam CityLink de abusos e práticas irregulares – Times de Todos

Maputo — A transportadora interprovincial CityLink Moçambique enfrenta uma série de denúncias de passageiros, que apontam para supostas práticas irregulares que colocam em causa os direitos dos utentes e o cumprimento da legislação vigente.

Segundo apurou o Jornal O Destaque, diversos passageiros relatam que alguns autocarros estariam a partir antes do horário indicado nos bilhetes. Em certos casos, veículos programados para sair às 05h00 deixaram os terminais entre as 04h00 e 04h10, fazendo com que passageiros que chegaram no horário previsto ficassem para trás.

Além disso, há relatos de que, quando o passageiro perde a viagem por culpa da transportadora, a empresa estaria a cobrar até 50% do valor do bilhete para remarcar, prática que levanta dúvidas quanto à legalidade e à ética do procedimento.

Outro ponto crítico refere-se ao cumprimento das normas de circulação noturna. Em estradas em mau estado, a legislação prevê intervalos para descanso, visando a segurança rodoviária. No entanto, há indícios de que estas recomendações não estariam a ser respeitadas, colocando passageiros em risco.

Preocupações também surgem sobre as condições de trabalho dos motoristas, com denúncias indicando que profissionais podem estar a conduzir por longos períodos sem pausas adequadas, aumentando o perigo para todos os utentes da via.

Diante da gravidade das alegações, a redação do Jornal O Destaque enviou uma carta formal à direção da CityLink Moçambique, solicitando esclarecimentos sobre horários de partida, políticas de remarcação, fiscalização interna e medidas de segurança adotadas. O jornal questionou ainda os mecanismos disponíveis para que passageiros apresentem reclamações e recebam respostas oficiais.

O pedido foi feito com base no direito à informação, previsto na Lei n.º 34/2014, que obriga entidades que prestam serviços de interesse público a garantir transparência e acesso a dados relevantes para os cidadãos.

Até ao fechamento desta reportagem, a transportadora não respondeu, aumentando as dúvidas sobre a veracidade das denúncias. Enquanto isso, passageiros continuam a exigir respeito, responsabilidade e maior transparência num setor crítico como o transporte rodoviário.

Fonte: O Jornal O Destaque

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