O sistema judicial de Burkina Faso emitiu nesta sexta-feira o veredicto do caso conhecido como “Yé Yaké Camille e outros”, que envolveu alegações de desvio de fundos públicos no valor de cerca de 115 milhões de francos CFA. A ex-ministra Laure Zongo Hien foi condenada a cinco anos de prisão e multada em 10 milhões de francos CFA.
Um mandado de prisão também foi emitido contra ela, embora esteja hospitalizada desde 24 de março, segundo informações judiciais.
O principal réu, Yé Yaké Camille, recebeu a pena mais severa: 11 anos de prisão e multa de 462,8 milhões de francos CFA, com prisão imediata determinada pelo tribunal. Issiaka Sangaré também foi condenado a cinco anos de prisão e multa de 67,5 milhões de francos CFA. Pasco Billa recebeu 15 meses de prisão com pena suspensa e multa de 5 milhões de francos CFA.
Por outro lado, Lydie Bonkoungou, Kouka Dimanche Yaméogo, Billy Zongo e o empresário Ismaël Ouédraogo foram absolvidos por falta de provas suficientes em relação às acusações de cumplicidade, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.
Durante o julgamento, nenhum dos réus admitiu as acusações, declarando-se inocentes, enquanto a acusação manteve que os crimes estavam comprovados e solicitou penas de até 11 anos de prisão e multas superiores a 500 milhões de francos CFA.
Este processo faz parte de uma série de casos relacionados a crimes económicos e financeiros no país, incluindo o caso de Amidou Tiegnan, que envolve suposto desfalque de mais de 3 mil milhões de francos CFA, refletindo o esforço do governo burquinense no combate à corrupção.