O Município de Maputo iniciou a retirada de ocupantes de um complexo residencial localizado no bairro do Zimpeto, numa situação que está a gerar contestação por parte dos moradores. Durante a cobertura do caso, a TV Glória afirma ter sido impedida de realizar gravações no local.
As habitações em causa foram originalmente construídas para alojar técnicos contratados no âmbito do Programa de Desenvolvimento Municipal de Maputo, conhecido como PROMAPUTO, cujo objetivo era atrair e manter profissionais qualificados na cidade de Maputo.
No entanto, devido à baixa procura por parte dos beneficiários previstos, as autoridades municipais decidiram posteriormente arrendar os imóveis a outros interessados. Com o passar dos anos, muitas das residências passaram a ser ocupadas por cidadãos estrangeiros, que, segundo relatos, investiram na reabilitação e melhoria das casas.
Os moradores afirmam que os valores das rendas variavam entre cerca de 3.500 e 4.500 meticais, dependendo do tipo de residência ocupada.
Entretanto, a situação mudou e instalou-se um conflito entre os residentes e o município, com os ocupantes a contestarem o processo de regularização dos imóveis e a alegarem falta de transparência por parte das autoridades.
Os moradores dizem ainda que têm tentado dialogar com as entidades responsáveis, mas que não têm encontrado abertura para chegar a um entendimento que permita resolver o problema de forma consensual.
Durante a cobertura do caso, uma equipa de reportagem tentou obter esclarecimentos junto do Município de Maputo, mas foi impedida de gravar imagens, sob alegação de falta de credenciação. Ainda assim, segundo os residentes, outros órgãos de comunicação social teriam conseguido acesso a informações sobre o processo.
A situação continua a gerar tensão no complexo residencial do Zimpeto, enquanto os moradores aguardam uma solução definitiva para o caso.