Novos ataques a petroleiros no Mar Vermelho voltaram a acender os alarmes no mercado internacional e a elevar o risco de desabastecimento de combustível. A acção, levada a cabo pelos rebeldes houthis, teve como alvo duas embarcações da Arábia Saudita, provocando uma reacção imediata nos mercados financeiros.
Em resposta às agressões numa das rotas marítimas mais estratégicas do comércio mundial, o preço do barril de crude voltou a atingir a fasquia dos 100 dólares, valor que não se registava há dois meses. A subida abrupta reforça as apreensões quanto a eventuais interrupções na cadeia de distribuição e ao consequente impacto na inflação global.
A União Europeia já condenou veementemente a acção militar. Por sua vez, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que vai responsabilizar directamente não só o movimento houthi, mas também o Irão por quaisquer futuras investidas na região.
Fontes da imprensa internacional indicam que a estratégia de bloqueio conta com o apoio directo da Guarda Revolucionária Iraniana, acusada de fornecer mísseis e drones aos rebeldes no Iémen. Perante a escalada de tensão, a administração norte-americana admitiu estar a ponderar uma retaliação militar de grande escala contra alvos iranianos, sustentando que Teerão se recusa a regressar à mesa de negociações diplomáticas.
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