Moçambique registou um aumento de 16% no valor das exportações de tabaco em 2025, atingindo 258,3 milhões de dólares (224,5 milhões de euros), segundo dados divulgados pelo banco central do país.
De acordo com a Lusa, o tabaco continua a ser uma das principais culturas de rendimento em Moçambique, com uma produção prevista de 72.380 toneladas em 2025, inferior às 92.343 toneladas registadas em 2024, resultante de uma área cultivada de 71 mil hectares.
Um relatório do Governo sobre a execução orçamental de 2025 indicou que o setor do tabaco gerou 7.255 milhões de meticais em valor de produção, uma redução de 4,1% face aos 7.567 milhões de meticais registados em 2024. O setor é atualmente dominado por duas empresas: Mozambique Leaf Tobacco e Sociedade Agrícola de Tabaco.
O Executivo moçambicano já tinha alertado para o impacto nas receitas fiscais devido à redução da produção nacional, provocada, em parte, pela saída da empresa BAT para a África do Sul.
No ano agrícola de 2022-2023, o país cultivou tabaco em 76.850 hectares, produzindo 65.856 toneladas, o que representou uma queda de 15% em comparação com o período anterior.
Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 2023, Moçambique possuía a oitava maior área de cultivo de tabaco a nível mundial. Com uma área estimada em 91.469 hectares, o país era o terceiro maior produtor da região africana, atrás do Zimbabué (112.770 hectares) e do Malawi (100.962 hectares).
Entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), apenas Moçambique e Brasil, que cultivava 357.230 hectares, foram referenciados no relatório da OMS. O documento ainda destacava que, embora o tabaco tenha sido considerado medicinal no passado, atualmente enfrenta críticas e restrições devido ao consumo massivo.