O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirmou que o cronograma do Diálogo Nacional Inclusivo respeitará rigorosamente o prazo legal de dois anos.
Em declarações à imprensa após a primeira sessão de concertação do ano, o Chefe do Estado dissipou incertezas sobre possíveis adiamentos eleitorais, garantindo que o calendário estabelecido pela Lei do Compromisso Político será cumprido integralmente.
A prioridade máxima para o corrente ano será a revisão do pacote eleitoral, com a meta de submeter as propostas de reforma à Assembleia da República até dezembro de 2026. Este passo é considerado essencial para assegurar a transparência e a estabilidade do processo político moçambicano.
Durante o balanço, o estadista classificou os resultados alcançados em 2025 como bastante positivos, apesar de factores climatéricos, como o ciclone “Gezani”, terem condicionado o ritmo dos trabalhos no terreno.
Para garantir a abrangência total do diálogo, a sessão decidiu mobilizar equipas para completar o processo nos 33 distritos remanescentes, sem que isso extravase a janela de dois anos prevista na lei. O plano estratégico prevê que, entre janeiro e março de 2027, todos os pontos restantes da agenda sejam encaminhados aos órgãos competentes.
Daniel Chapo encerrou a sua intervenção apelando à participação de todos os estratos sociais, incluindo a diáspora, sublinhando que um diálogo bem-sucedido é fundamental para construir um Estado de Direito cada vez mais forte, inclusivo e democrático.