Reuters/West Asia News Agency
O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos em ataques israelenses.
A informação foi confirmada por duas fontes familiarizadas com as operações militares de Israel e uma fonte regional.
Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã neste sábado, visando sua liderança e mergulhando o Oriente Médio em um novo conflito que, segundo o presidente Donald Trump, acabaria com uma ameaça à segurança dos EUA e daria aos iranianos a chance de derrubar seus governantes.
Os ataques deixaram os países árabes produtores de petróleo do Golfo em alerta, à medida que cresciam os temores de uma escalada na região, e Teerã respondeu lançando mísseis em direção a Israel.
A primeira onda de ataques, na chamada “OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA” pelo Pentágono, teve como alvo principal autoridades iranianas, disse uma fonte familiarizada com o assunto.
Uma autoridade israelense disse que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram ambos alvos, mas o resultado dos ataques não estava claro.
Uma fonte com conhecimento do assunto havia dito anteriormente à Reuters que Khamenei não estava em Teerã e havia sido transferido para um local seguro.
Uma fonte iraniana próxima ao governo afirmou que vários comandantes de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã e autoridades políticas foram mortos. A Reuters não conseguiu confirmar a informação de forma independente.
A questão nucelar
O renovado confronto entre o Irã e seus antigos inimigos diminuiu as esperanças de uma solução diplomática para a disputa nuclear de Teerã com o Ocidente. As últimas negociações indiretas entre os EUA e o Irã nesta semana não produziram um avanço.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma primeira onda de ataques retaliatórios com mísseis e drones iranianos foi lançada contra Israel e que todas as bases e interesses dos EUA na região estão ao alcance do Irã, disse um oficial iraniano à Reuters.
A retaliação do Irã continuará até que “o inimigo seja decisivamente derrotado”, afirmou a Guarda Revolucionária.