Volatilidade da Economia Global: Preços do Petróleo Disparam

A economia global enfrenta um momento de extrema volatilidade neste início de segunda-feira, 9 de março, com os preços do petróleo a dispararem cerca de 30%. O barril de Brent atingiu cotações superiores a 119 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) chegou a operar nos 119,48 dólares, reflectindo o temor de um desabastecimento prolongado devido à ausência de tréguas no conflito.

Esta subida é alimentada pela suspensão total do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo e gás mundial, desde o início das hostilidades, a 28 de fevereiro. Adicionalmente, ataques a campos petrolíferos no Iraque e reduções de produção nos Emirados Árabes Unidos e Kuwait agravaram a escassez de oferta no mercado internacional.

O impacto da guerra espalhou-se rapidamente pelas praças financeiras, com as bolsas asiáticas a liderarem as perdas: Seul recuou 5,96% e Tóquio cedeu 5,2%. Na Europa, o cenário não foi diferente, com quedas superiores a 2,5% em Paris, Madrid e Milão, enquanto Londres e Frankfurt também operavam em terreno negativo.

Em Wall Street, o dólar recuperou valor devido à sua condição de activo refúgio, mas os principais índices já acumulavam perdas significativas desde a semana passada. Especialistas alertam que o petróleo acima da barreira dos 100 dólares deixa de ser apenas uma questão de cotação de mercadorias para se tornar um verdadeiro “imposto sobre a economia global”, afectando toda a cadeia produtiva.

Perante a crise, os países do G7 estudam o recurso coordenado às suas reservas estratégicas de petróleo, uma medida que será discutida pelos ministros das Finanças para tentar conter a escalada inflacionária.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que os seus membros mantenham reservas para pelo menos 90 dias de importações como salvaguarda. Por outro lado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a subida dos preços na sua plataforma Truth Social, classificando o aumento de curto prazo como um “preço muito pequeno a pagar” pela eliminação da ameaça nuclear iraniana.

No entanto, analistas divergem desta visão optimista, prevendo impactos severos e duradouros na estabilidade económica mundial caso o bloqueio logístico persista.

r7.com 

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