A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, dirigiu esta segunda-feira, a cerimónia central das celebrações do Dia Internacional da Mulher, em Maputo. Sob o lema “Direitos, Justiça, Acção para todas as mulheres e raparigas”, a governante sublinhou que a construção de uma sociedade justa exige políticas que assegurem o empoderamento feminino e o pleno exercício dos seus direitos.
A celebração deste ano revestiu-se de uma dimensão especial ao reflectir sobre a liderança feminina nos sistemas agroalimentares de África, reforçando a ideia de que não haverá uma redução sustentável da pobreza no país sem uma transformação profunda deste sector, onde a mulher constitui a principal força de trabalho.
Alinhada com o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, a intervenção da Primeira-Ministra identificou a agricultura como a área estratégica para impulsionar o crescimento nacional e a criação de emprego. Maria Benvinda Levi explicou que a prioridade do Executivo é transformar a produção em rendimento e bem-estar para as famílias moçambicanas, um processo onde a centralidade feminina é incontornável.
Para que este potencial seja plenamente realizado, é fundamental garantir que as mulheres tenham acesso efectivo à terra, tecnologia, financiamento e mercados. Quando estas condições são reunidas, os ganhos traduzem-se em maior resiliência para as comunidades e numa aceleração do desenvolvimento económico nacional.
Para além do foco económico, a Primeira-Ministra reafirmou o compromisso do Governo com o lema “Zero pobreza e Zero violência”. Levi foi categórica ao afirmar que o combate à violência baseada no género não é uma mera declaração simbólica, mas uma orientação concreta para as políticas públicas e decisões de investimento.
A violência contra a mulher foi apontada como um entrave directo à produtividade e ao desenvolvimento, uma vez que enfraquece o tecido social e compromete o futuro das crianças.
O discurso encerrou com uma exortação para que o Mês da Mulher Moçambicana seja celebrado com alegria e sem violência, honrando as milhões de mulheres que, através do seu trabalho na terra, garantem o sustento da nação.
