Guilherme Peixoto, o sacerdote português que conquistou o mundo, enfrentou uma tentativa de cancelamento por clérigos conservadores durante a sua passagem por Beirute.
BEIRUTE — O quotidiano do padre Guilherme Peixoto é uma fusão invulgar entre a devoção religiosa e as batidas da música eletrónica. Conhecido internacionalmente após a sua prestação na Jornada Mundial da Juventude, o clérigo português protagonizou recentemente um episódio marcante no Líbano. Fiéis locais dividiram o seu tempo entre as orações matinais e as pistas de dança, onde o sacerdote se apresentou com ingressos esgotados.
O Conflito Judicial no Líbano
A jornada do “Padre DJ” no Médio Oriente não foi isenta de obstáculos. Um coletivo de cristãos conservadores, integrado por alguns membros do próprio clero local, submeteu uma queixa formal às autoridades libanesas para impedir a sua atuação. A acusação alegava que Peixoto estaria a distorcer tradições sagradas e a violar a moralidade eclesiástica.
Contudo, a liberdade de expressão e a visão moderna de evangelização saíram vitoriosas. Um juiz analisou a fundamentação da queixa e decidiu rejeitá-la, permitindo que a celebração da fé através da música ocorresse sem interrupções.
Missão e Música
Para Guilherme Peixoto, a sua atuação na noite não é uma fuga aos votos, mas uma extensão da sua missão. Ao ocupar espaços como clubes e festivais, o sacerdote acredita estar a aproximar a Igreja de um público que raramente frequenta as paróquias tradicionais, utilizando a harmonia do som para transmitir uma mensagem de união e paz.