Arquivos Revelam Plano Secreto de Epstein Para Desaparecer – Times de Todos

Novos documentos divulgados nos chamados arquivos de Jeffrey Epstein revelam que o financista terá considerado recorrer a disfarces e até a cirurgias plásticas como forma de evitar ser capturado pelas autoridades.

As informações surgem após a divulgação de novos ficheiros pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que continuam a revelar detalhes sobre a vida e os contactos do magnata. Entre os documentos analisados pelo jornal New York Post, consta uma troca de e-mails entre Epstein e o psiquiatra bilionário Henry Jarecki, onde discutem estratégias para fugir à polícia e viver na clandestinidade.

Um dos e-mails, datado de 1 de maio de 2009, tinha como assunto a pergunta: “E se eu for apanhado?”. Na mensagem, enviada por um assistente a pedido de Jarecki, aparecia uma lista com orientações sobre como evitar problemas com a justiça e desaparecer sem deixar rasto. Na altura dessa troca de mensagens, Epstein estava prestes a terminar a sua primeira pena de prisão, que durou 13 meses, cumprida na Florida.

Segundo o conteúdo do e-mail, a lista incluía recomendações como não utilizar cartões de crédito, reforçar a segurança do computador, esconder-se ou mudar-se para o estrangeiro. Havia ainda uma secção chamada “pós-problema”, onde eram mencionados disfarces, cirurgias plásticas e a obtenção de novos documentos, como certidão de nascimento e carta de condução. Também era destacada a importância de possuir vários passaportes.

De acordo com o Federal Bureau of Investigation (FBI), Epstein chegou mesmo a usar um passaporte austríaco falso para viajar para o Reino Unido, França e Arábia Saudita entre 1982 e 1983. O documento tinha a fotografia de Epstein, mas o nome “Marius Robert Fortelni”. Esse passaporte foi encontrado em 2019, num cofre da sua residência em Upper East Side, Nova Iorque, juntamente com grandes quantias de dinheiro e dezenas de diamantes.

Outro ponto mencionado na lista era manter sempre uma reserva de dinheiro disponível. Na parte final do e-mail, intitulada “fuga”, eram referidas leis de extradição de países como Alemanha, Israel e Brasil. A lista incluía ainda a necessidade de possuir dinheiro estrangeiro e manter contacto com familiares enquanto estivesse escondido ou fora do país.

Epstein e Henry Jarecki mantinham uma relação próxima. O psiquiatra costumava viajar no jato privado do financista, conhecido como Lolita Express, e visitava frequentemente a sua ilha privada nas Caraíbas. Jarecki também escreveu uma mensagem no livro comemorativo do 50.º aniversário de Epstein, onde mencionava o gosto do financista por viver “em absoluto segredo”.

Após sair da prisão, em 22 de julho de 2009, Epstein enviou um e-mail ao médico a informar que já estava livre. Jarecki respondeu em tom de brincadeira, perguntando quando seria a festa.
Mais tarde, em 2011, Epstein chegou a repreender o psiquiatra por causa do seu comportamento com mulheres, afirmando que ele afastava as raparigas e que as tratava mal.

Henry Jarecki acabou por ser acusado de violação por uma das vítimas de Epstein, uma ex-modelo que alegou ter sido encaminhada ao psiquiatra para tratar uma depressão em 2011, segundo uma denúncia apresentada em 2024. A acusação afirmava que o médico era uma figura de confiança de Epstein e tratava algumas das suas vítimas. No entanto, Jarecki afirmou que o relacionamento foi consensual e a queixa acabou por ser retirada voluntariamente em novembro.

Um dos filhos do psiquiatra, Nicholas Jarecki, também tinha uma relação próxima com Epstein e chegou a escrever-lhe perguntando quando seria libertado da prisão. No entanto, a amizade entre os dois deteriorou-se depois de Epstein se recusar a financiar um dos filmes do cineasta.

Fonte: Notícias ao Minuto

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