O comentador Dércio Alfazema afirmou que o partido ANAMOLA, liderado por Venâncio Mondlane, submeteu uma queixa-crime contra si junto da Procuradoria, alegando que a decisão resulta das críticas que tem dirigido à organização.
Numa publicação tornada pública, Dércio Alfazema declarou que a iniciativa foi tomada após a realização da Convenção Nacional do ANAMOLA, que decorreu na cidade de Nampula. Segundo o comentador, a queixa terá sido apresentada por Castro Niquina, coordenador provincial do partido em Nampula.
Alfazema afirmou ainda que esta não seria a primeira tentativa de ação judicial contra si, alegando que, anteriormente, teria sido avançado um pedido de indemnização no valor de três milhões de meticais.
Na sua reação, o comentador criticou os resultados da Convenção Nacional do ANAMOLA, afirmando que o encontro não apresentou deliberações estratégicas nem soluções concretas para os desafios que o país enfrenta, considerando que a decisão de avançar com a queixa-crime foi um dos principais desfechos do evento.
Segundo Dércio Alfazema, enquanto Moçambique enfrenta diversos problemas sociais, económicos e políticos, o partido estaria a concentrar esforços em responder às críticas dirigidas à sua atuação.
O comentador afirmou também considerar contraditória a decisão do ANAMOLA de recorrer às instituições de justiça, alegando que, em momentos anteriores, o partido havia dirigido críticas a essas mesmas instituições.
Na mesma publicação, Dércio Alfazema defendeu que o ANAMOLA deve prestar esclarecimentos públicos sobre vários assuntos, incluindo o destino dos fundos arrecadados através de contas pessoais, a alegada criação de grupos de choque durante manifestações, a alegada presença de homens armados provenientes de Chimoio durante os acontecimentos de 7 de novembro de 2024, bem como alegados problemas internos que, segundo afirma, estariam a provocar o afastamento de alguns membros da organização.
Concluindo a sua posição, Dércio Alfazema afirmou que o país precisa de respostas para os principais desafios nacionais e não de confrontos políticos, defendendo que quem exige transparência deve, igualmente, praticá-la internamente.
Até ao momento, o ANAMOLA não se pronunciou publicamente sobre as declarações de Dércio Alfazema nem sobre o conteúdo da alegada queixa-crime.