O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM), Joaquim Ou-Chim, afirmou que o país está a registar progressos significativos rumo ao acesso universal à energia eléctrica até 2030, graças aos avanços alcançados no âmbito do programa Energia para Todos (ProEnergia).
Em entrevista ao jornal Domingo, o dirigente revelou que, entre 2020 e 31 de Dezembro de 2025, foram realizadas cerca de 2,9 milhões de novas ligações domésticas, através de soluções on-grid (ligadas à rede eléctrica) e off-grid (fora da rede), permitindo que aproximadamente 14 milhões de moçambicanos tivessem acesso à electricidade pela primeira vez.
Segundo Joaquim Ou-Chim, para que Moçambique alcance a meta de Acesso Universal à Energia Eléctrica até 2030, será necessário electrificar, entre 2026 e 2030, cerca de 3,14 milhões de famílias, o equivalente a aproximadamente 15,7 milhões de pessoas.
O responsável explicou que este objectivo exigirá um investimento estimado em cerca de 1,5 biliões de dólares norte-americanos.
Durante a entrevista, o PCA da EDM abordou igualmente os custos operacionais e os desafios enfrentados pela empresa, destacando que a estratégia para expandir o acesso à energia assenta em três pilares principais.
A primeira frente consiste na densificação da rede eléctrica existente, aumentando o número de ligações em áreas onde já existem infra-estruturas de distribuição de energia. O objectivo é beneficiar mais famílias, instituições públicas e pequenos negócios.
A segunda componente centra-se na expansão da rede eléctrica para comunidades que ainda não são abrangidas pelo Sistema Eléctrico Nacional. Para isso, a EDM está a construir novas linhas de média e baixa tensão, instalar postos de transformação e criar condições para novas ligações domiciliárias.
Já a terceira frente passa pelo reforço da capacidade das infra-estruturas eléctricas, através de investimentos em subestações, linhas de transporte e sistemas de distribuição, com vista a assegurar que o crescimento do número de consumidores seja acompanhado por um fornecimento de energia com maior qualidade e fiabilidade.
Segundo Joaquim Ou-Chim, esta abordagem integrada pretende garantir que o país continue a expandir o acesso à electricidade de forma sustentável e eficiente, aproximando-se das metas estabelecidas para 2030.