O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta‑feira durante um fórum de investimentos em Miami que “Cuba pode ser o próximo” foco de atenção de sua administração, depois de destacar o que considerou conquistas em operações recentes dos EUA na Venezuela e no Irã.
No entanto, Trump não detalhou o que exatamente significa essa declaração ou que tipo de medida ele teria em mente em relação à ilha caribenha, cuja economia atravessa uma crise profunda. Apesar disso, o presidente tem repetidamente sugerido que o governo cubano, baseado em Havana, está prestes a sucumbir sob pressão econômica e política.
Nas últimas semanas, autoridades norte‑americanas iniciaram conversas com membros da liderança cubana, e Trump chegou a afirmar que, embora seu governo não procure conflito, “às vezes é preciso usar o poder militar”, sugerindo que ações futuras não estão fora de questão.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, confirmou que existe um diálogo em curso com os Estados Unidos, que busca evitar um confronto armado. A economia do país tem sido fortemente afetada pela interrupção dos embarques de petróleo — fonte vital de energia e transporte — depois que a Venezuela, historicamente um de seus principais fornecedores, deixou de enviar o combustível.
A declaração de Trump sobre Cuba ocorre em meio a um contexto de tensões geopolíticas ampliadas e reflexos de recentes confrontos envolvendo os interesses norte‑americanos na América Latina e no Oriente Médio.