DEPUTADOS E UNICEF DEFENDEM QUE FUNDO SOBERANO DEVE PRIORIZAR JUVENTUDE E CRIANÇAS

O Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) da Assembleia da República defende que o Fundo Soberano de Moçambique (FSM) deve assumir um papel transformador na vida dos jovens. Segundo o Presidente do GJP, Inocêncio Fani, o fundo não pode ser apenas um instrumento financeiro, mas sim uma promessa de administração responsável e estratégica das riquezas nacionais.

Para os deputados jovens, é essencial que o FSM financie escolas modernas, programas de formação profissional, bolsas de estudo e iniciativas de empreendedorismo.

A visão de que a verdadeira riqueza de uma nação reside nas suas pessoas foi partilhada pelo UNICEF. Guy Taylor, Chefe de Advocacia e Parcerias da organização, alertou que a experiência internacional mostra que recursos naturais nem sempre trazem desenvolvimento, podendo até levar à “maldição dos recursos”.

O UNICEF defende que investir na primeira infância e na protecção contra riscos climáticos, como cheias e ciclones, é a estratégia económica mais inteligente para transformar a riqueza mineral em desenvolvimento sustentável.

A sociedade civil, representada por Célia Claudina, Presidente do Fundo da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC), reafirmou a necessidade de colocar a criança no centro da agenda nacional. Claudina destacou a importância da monitoria orçamental para garantir que os recursos sejam aplicados de forma eficaz, superando desafios históricos que, em tempos de conflito, impediram que a infância fosse uma prioridade.

Para assegurar que estes objectivos sejam atingidos, os jovens parlamentares propõem mecanismos rigorosos de fiscalização e a publicação regular de relatórios. O objectivo é garantir que cada metical proveniente da exploração de recursos, gerido ao abrigo da Lei n.º 1/2024, seja visto como um investimento directo no potencial da juventude e na segurança das crianças moçambicanas.

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