O aviso hidrológico mantém-se válido até 12 de Janeiro, com previsões de agravamento da chuva para a próxima semana. Maputo, Matola e Inhambane estão na linha da frente das zonas de risco.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) emitiu um aviso de risco moderado a alto devido à persistência da instabilidade atmosférica na região Sul de Moçambique. O documento (Aviso Nº 13/DNGRH/2025-26), divulgado, aponta para um incremento significativo do volume de escoamento nas principais bacias hidrográficas.
Face às previsões meteorológicas que indicam continuidade de precipitação, as autoridades alertam para o perigo iminente de inundações em zonas ribeirinhas e alagamentos severos nos centros urbanos.
Zonas em Estado de Alerta
De acordo com a DNGRH, o cenário hidrológico exige “precaução máxima” nas próximas 72 horas. As áreas de impacto directo incluem:
- Bacias Hidrográficas: Rios Maputo, Umbelúzi, Incomáti, Limpopo e as Bacias Costeiras da província de Inhambane. Prevê-se o condicionamento da transitabilidade em várias estradas que atravessam estes cursos de água.
- Inundações Urbanas: O risco é elevado para as cidades de Maputo e Matola, onde o sistema de drenagem poderá não suportar o volume de água, bem como nas cidades de Maxixe e Inhambane.
- Erosão: Há um alerta específico para o risco de erosão de solos nas cidades de Maxixe, Xai-Xai, Homoine e Chibuto.
A Previsão: O que esperar nos próximos 7 dias
Para além do aviso hidrológico vigente até dia 12, os dados meteorológicos para a região Sul indicam que a chuva não dará tréguas na próxima semana, agravando a saturação dos solos.
- Início da Semana (12-13 Jan): O céu manter-se-á muito nublado, com chuvas intermitentes, mas com potencial para criar lençóis de água nas vias rápidas.
- Meio da Semana (14-15 Jan): Prevê-se o agravamento do estado do tempo com aguaceiros fortes acompanhados de trovoadas. Este será o período crítico para os bairros suburbanos propensos a alagamentos.
- Final da Semana: A chuva deverá continuar, embora possa reduzir de intensidade, passando a regime de chuvas fracas a moderadas.
Entenda os Dados: O perigo da “Saturação”
Para a população que acompanha os boletins, é crucial entender o que os números significam na prática. Quando os meteorologistas falam em 50 milímetros (mm) de chuva, isso equivale a despejar 50 litros de água por cada metro quadrado de terreno.
Onde reside o perigo?
Neste momento, o solo na zona Sul já se encontra saturado (cheio de água) devido às chuvas dos dias anteriores. Como a terra já não consegue absorver mais nada, qualquer chuva acima de 20mm não se infiltra: escorre imediatamente para as zonas baixas.
É este fenómeno que provoca as “cheias relâmpago” nas estradas e a invasão de água nos domicílios nos bairros periurbanos, mesmo que a chuva não pareça, à vista desarmada, tão “pesada” como num ciclone.
Recomendações das Autoridades
A DNGRH e o INGD apelam à sociedade para a estrita observância das seguintes medidas de segurança:
- Travessia de Rios: Evitar terminantemente atravessar o leito dos rios mencionados no aviso, pois a corrente pode arrastar pessoas e viaturas.
- Automobilistas: Os condutores de veículos de suspensão baixa devem evitar transitar em ruas alagadas nos bairros periurbanos, sob risco de ficarem retidos ou sofrerem avarias mecânicas graves.
- Acompanhamento: Manter-se atento às actualizações emitidas pelos órgãos de comunicação social e entidades competentes.
Fique ligado à nossa plataforma digital para actualizações sobre o estado das vias e o nível dos rios.