LOS ANGELES – A passadeira vermelha da 68.ª edição dos Prémios Grammy, realizada este domingo, teve no produtor e DJ francês Gesaffelstein um dos seus centros de gravidade. O artista, conhecido pela sua estética sombria, não dececionou os críticos ao surgir com um visual que fundiu o formalismo clássico com o mistério futurista.
O Mistério Sob a Máscara
Fiel à sua identidade visual disruptiva, Gesaffelstein ocultou completamente o rosto com uma máscara preta de alto brilho e efeito refletor. O conjunto, complementado por luvas e um fato escuro de corte rigoroso, reforçou a aura de “anti-herói” da música eletrónica, tornando-o um dos nomes mais comentados e fotografados da cerimónia.
Triunfo Musical: A Parceria com Lady Gaga
Para além do impacto visual, a noite foi de glória artística. Gesaffelstein levou para casa o seu primeiro Grammy na categoria de Melhor Gravação Remixada, graças ao seu trabalho na faixa “Abracadabra”, de Lady Gaga.
O prémio consolida a colaboração de sucesso iniciada durante a era Mayhem, provando que a visão sonora do produtor francês — muitas vezes industrial e minimalista — ressoa com força no coração da indústria pop global.
Este reconhecimento marca um ponto de viragem na carreira do artista, unindo o prestígio institucional da Recording Academy à sua já estabelecida reputação de inovador estético.