Entenda como será o Conselho da Paz proposto por Trump para fim da guerra em Gaza

Taxa de permanência a US$ 1 bilhão é semelhante a se associar a clube de Trump, diz autoridade
Win McNamee/Getty Images via CNN Newsource –

Preocupações são de que órgão possa substituir as Nações Unidas

A sugestão do presidente Donald Trump, na terça-feira (20), de que seu Conselho da Paz “poderia” substituir as Nações Unidas provavelmente agravará as preocupações de que o órgão criado para supervisionar a reconstrução de Gaza — e que ele presidirá indefinidamente — se torne, em vez disso, um instrumento para que ele tente suplantar a organizaçãoestabelecida há 80 anos para manter a paz global.

Antes dos comentários de Trump, alguns diplomatas já tinham inúmeras preocupações sobre a possível composição do conselho e o fato de uma vaga permanente estar à venda por US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões). Trump fez as declarações antes de partir para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

A Casa Branca anunciou na sexta-feira (16) um “Conselho Executivo fundador”, incluindo o genro de Trump, Jared Kushner, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

E, de acordo com a minuta da carta constitutiva, cuja cópia foi obtida pela CNN, Trump atuará como presidente indefinido do conselho, possivelmente ocupando o cargo além de seu segundo mandato como presidente. Trump só será substituído em caso de “renúncia voluntária ou incapacidade, conforme determinado por voto unânime do Conselho Executivo”. Um futuro presidente dos EUA poderá nomear ou designar o representante americano para o conselho, além de Trump, afirmou um funcionário americano.

Nos últimos dias, Trump enviou convites a dezenas de países para participarem do conselho e espera-se que ele sedie uma cerimônia de assinatura em Davos na quinta-feira (22). Um alto funcionário do governo disse que cerca de 35 dos aproximadamente 50 países convidados para a cerimônia devem comparecer. O funcionário não forneceu mais detalhes.

Persistem dúvidas sobre quais países de fato participarão do conselho. Embora alguns, como os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Bahrein, tenham confirmado sua participação, outros ainda não se comprometeram — e alguns, como a França, recusaram.

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