A crescente sofisticação das ferramentas de inteligência artificial está a transformar o cenário do cibercrime, tornando os esquemas de fraude digital cada vez mais persuasivos e difíceis de detectar. O alerta surge num contexto em que Moçambique enfrenta desafios significativos no domínio da segurança virtual, tendo registado mais de 173 mil ciberataques e mais de mil casos de cibercrime num único ano, segundo dados oficiais do Governo.
Entre as principais ameaças identificadas por especialistas da área tecnológica está o uso de plataformas de IA capazes de clonar vozes, imagens e vídeos, simulando contactos de familiares, colegas ou instituições para enganar as vítimas. Em paralelo, ganham força os ataques baseados em engenharia social, técnica que explora a manipulação emocional através de mensagens de urgência, hiperligações falsas ou pedidos inesperados de dados confidenciais.
Perante esta realidade, a literacia digital e a adopção de comportamentos preventivos continuam a ser apontadas como a principal barreira contra as burlas. As recomendações de segurança orientam para que os utilizadores desconfiem de solicitações não pré-agendadas, evitem clicar em ligações suspeitas e nunca partilhem palavras-passe, códigos de autenticação (OTP) ou números de PIN através de chamadas, mensagens ou redes sociais, uma vez que as instituições do sector financeiro não solicitam este tipo de dados confidenciais por essas vias.
A consciencialização sobre a temática foi recentemente reforçada num encontro com profissionais da comunicação social promovido pelo Absa Bank Moçambique, acção dedicada a capacitar os órgãos de informação na disseminação de medidas preventivas e na promoção de um ambiente digital mais seguro para a sociedade.
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