Tribunal condena coordenador da ANAMOLA em Calipo a 12 anos de prisão por vandalização e incêndio – Times de Todos

O Tribunal Judicial da Província de Nampula condenou, na última sexta-feira (17), o coordenador da ANAMOLA no Posto Administrativo de Calipo, distrito de Mogovolas, Damião Caetano Maliva, a 12 anos de prisão pelos crimes de vandalização e incêndio de bens alheios.

A decisão foi contestada pela ANAMOLA. Em declarações, o coordenador político provincial do partido, Castro Niquina, manifestou descontentamento com a sentença, afirmando que a condenação assenta em acusações que considera sem fundamento.

Segundo Niquina, Damião Caetano Maliva foi detido em 2025, cerca de duas semanas após os acontecimentos ocorridos nas minas de Marraca, no Posto Administrativo de Iulute, distrito de Mogovolas, onde vários garimpeiros perderam a vida durante uma intervenção policial. Na ocasião, as autoridades associaram a presença do grupo Napharamas aos incidentes.

De acordo com o dirigente da ANAMOLA, durante o julgamento, Maliva foi acusado de liderar a destruição e o incêndio de cerca de 250 barracas numa feira localizada no distrito de Mogovolas. No entanto, Castro Niquina afirma que o partido desconhece qualquer ocorrência dessa natureza em Calipo.

Segundo explicou, o processo refere que o arguido liderou a destruição das barracas, mas, de acordo com a ANAMOLA, nunca houve conhecimento de um incêndio desse tipo no Posto Administrativo de Calipo, nem foi registado qualquer episódio semelhante naquela região, razão pela qual o partido afirma não compreender a acusação.

Castro Niquina acrescentou ainda que outros membros da ANAMOLA chegaram igualmente a ser detidos no âmbito do mesmo processo, mas acabaram por ser libertados.

Segundo o dirigente, o primeiro a ser detido foi o coordenador distrital, Adelino. Cerca de duas semanas depois, foram detidos Damião Caetano Maliva e outro membro da formação política. Posteriormente, os outros dois detidos foram colocados em liberdade.

O responsável provincial da ANAMOLA afirmou também que a condenação não surpreende o partido, alegando que vários dos seus membros têm sido alvo de detenções e processos judiciais que considera injustificados.

Niquina declarou ainda que ele próprio, na qualidade de coordenador político provincial, já foi detido e acusado de factos que considera sem fundamento, sustentando que o processo instaurado contra si não tinha justificação.

Até ao momento, o Tribunal Judicial da Província de Nampula não se pronunciou publicamente sobre as alegações apresentadas pela ANAMOLA em relação ao processo.

Deixe um comentário