O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende nomear o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para o cargo de próximo secretário-geral das Nações Unidas, em substituição do português António Guterres, que deixa as funções no final de dezembro deste ano.
A relação entre Infantino, de 56 anos, e Trump, de 80 anos, estreitou-se durante o Campeonato do Mundo de 2026, culminando na atribuição do prémio inaugural da Paz da FIFA ao líder norte-americano, em dezembro do ano passado. Segundo uma fonte próxima de Trump, o presidente acredita na capacidade especial do dirigente suíço para unir as pessoas a nível global.
A eventual nomeação, elogiada pelo Representante Especial dos EUA para as Parcerias Globais, Paolo Zampolli, quebraria a expectativa de que o próximo líder da ONU viesse da América Latina ou das Caraíbas, onde surgem nomes como a chilena Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi. Para além de necessitar do apoio do Conselho de Segurança e da confirmação pela assembleia geral, Infantino enfrentaria uma redução salarial significativa, passando dos cerca de 5,5 milhões de euros anuais que aufere na FIFA para aproximadamente 366 mil euros na ONU.
A proposta surge num momento em que Infantino já declarou a sua candidatura à reeleição na FIFA para março de 2027, enfrentando críticas no cenário europeu após a intervenção de Trump para anular a suspensão do jogador Folarin Balogun durante o Mundial de 2026. Além das barreiras diplomáticas e do impacto financeiro, o processo vai exigir ainda a resolução de um processo que o líder desportivo enfrenta na África do Sul por posse ilegal de arma de fogo.
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