Extraditado para Moçambique homem acusado de branquear 140 milhões – Times de Todos

Um homem de 51 anos, procurado pelas autoridades moçambicanas por envolvimento em crimes de branqueamento de capitais, falsificação de documentos, abuso de confiança e associação criminosa, foi extraditado para Moçambique após ter sido detido em Lisboa pela Polícia Judiciária.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades portuguesas, os crimes terão sido cometidos em Moçambique entre os anos de 2008 e 2023. O suspeito foi detido no dia 3 de dezembro, na zona de Lisboa, após um trabalho prolongado de investigação e recolha de informações.

Depois da detenção, o cidadão estrangeiro foi apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa, que determinou a sua permanência no estabelecimento prisional da Polícia Judiciária, onde permaneceu até à sua extradição para Moçambique.

Segundo as investigações, o homem, na qualidade de diretor de uma empresa, terá ordenado, entre 2019 e 2023, a transferência de cerca de 140 milhões de dólares para países como Ilhas Maurício, Emirados Árabes Unidos, China, Japão e Portugal. As transferências teriam sido justificadas como pagamentos para importação de mercadorias que, na realidade, nunca chegaram a ser desalfandegadas em território moçambicano.

As autoridades indicam ainda que foram falsificados documentos de desalfandegamento, posteriormente enviados a bancos comerciais para justificar as transferências internacionais, com apoio de despachantes aduaneiros.

As investigações apontam também que grande parte do dinheiro tinha origem em depósitos e transferências feitos por familiares do suspeito, alguns deles detidos por envolvimento em tráfico de droga e lavagem de dinheiro.

As empresas utilizadas no esquema terão sido criadas com o objectivo de ocultar e disfarçar a origem de fundos provenientes do tráfico de droga e outras actividades ilícitas. O suspeito poderá enfrentar uma pena de até 16 anos de prisão.

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