A persistência de famílias em ocupar terrenos perigosos na bacia do Zambeze continua a preocupar as autoridades moçambicanas. Apesar da sinalização clara e do mapeamento que identifica estas zonas como propensas a cheias e inundações catastróficas, muitas pessoas recusam-se a abandonar os locais.
Atividades económicas superam o medo do risco
A ocupação não se limita apenas à habitação. As populações locais continuam a ver nestas áreas férteis uma oportunidade de subsistência, desenvolvendo intensamente atividades como:
- Agricultura: Aproveitamento das margens devido à fertilidade dos solos.
- Pesca: Exploração dos recursos fluviais da bacia.
O papel crucial das lideranças locais
Eurico Saize, diretor da Divisão de Gestão da Bacia do Zambeze na ARA-CENTRO, alertou para o desrespeito pelas placas de proibição instaladas. O responsável sublinhou que a estratégia de segurança passa agora pelo reforço da sensibilização.
Segundo Saize, os líderes comunitários são peças-chave neste processo, sendo fundamental que estas figuras de autoridade mobilizem a população para uma retirada voluntária e segura em direção a zonas mais altas e protegidas.