Cultura – FalaMoz https://falamoz.com Tua voz, o nosso compromisso Sat, 19 Sep 2026 16:16:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 https://falamoz.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-ChatGPT-Image-19_09_2026-16_43_15-32x32.png Cultura – FalaMoz https://falamoz.com 32 32 “O Veredicto” leva a cultura ao tribunal da reflexão sobre a música moçambicana https://falamoz.com/2026/09/19/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/ https://falamoz.com/2026/09/19/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/#respond Sat, 19 Sep 2026 16:16:28 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/o-veredicto-leva-a-cultura-ao-tribunal-da-reflexao-sobre-a-musica-mocambicana/ Ler mais]]>

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A Cultura Moçambicana vai sentar-se no banco dos réus, não para ser condenada, mas para ser questionada. O musical “O Veredicto”, uma produção da ZEP Estúdios, propõe um julgamento simbólico sobre o papel da cultura no desenvolvimento da música nacional, colocando em debate a provocadora acusação de que “a cultura moçambicana não contribui para o sucesso da música moçambicana”. A obra, criada e dirigida por Zé Pires, será apresentada no dia 31 de Julho, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, numa abordagem que pretende estimular a reflexão sobre os desafios e caminhos da produção artística no país.

A produção transforma a Cultura Moçambicana na ré de um “julgamento” que pretende reflectir sobre o seu papel no desenvolvimento da música nacional, colocando em debate uma acusação provocadora: “A cultura moçambicana não contribui para o sucesso da música moçambicana.”

Mais do que um espectáculo, “O Veredicto” apresenta-se como um tribunal simbólico onde a cultura, a história e a identidade moçambicanas são confrontadas perante o público, que assume o papel de júri. Ao longo da narrativa, juízes, procuradores, advogados e testemunhas conduzem um julgamento que cruza teatro, música, dança, poesia e literatura para discutir a preservação do património cultural e a sua influência na construção da música moçambicana.

Em palco, artistas, ritmos, línguas, danças e costumes ganham voz para defender o legado cultural do país. Referências incontornáveis da música moçambicana, como João Domingos, surgem como testemunhas da riqueza e da capacidade de reinvenção da cultura nacional.

O espectáculo recupera géneros tradicionais, momentos históricos e expressões culturais que marcaram diferentes gerações, defendendo que a cultura não é um património estático, mas uma força viva que continua a inspirar e a transformar a criação artística contemporânea.

Criado a partir de uma visão artística do conceituado músico Zé Pires, “O Veredicto” nasce do desejo de elevar o padrão das produções nacionais, oferecendo ao público uma experiência cénica, onde a interpretação, a música, a sonoplastia, a iluminação, os elementos visuais e a literatura dialogam para criar uma narrativa imersiva.

Para além da componente artística, o musical integra um projecto mais amplo de formação de audiências em Moçambique. A iniciativa pretende demonstrar que produções culturais de elevada qualidade não devem permanecer acessíveis apenas a um público restrito. A ambição da produção é que, com maior interesse e apoio nacional, espectáculos de carácter educativo e promotores de valores de cidadania possam beneficiar de mecanismos de financiamento que permitam temporadas mais longas e bilhetes mais acessíveis.

A visão do projecto assenta na convicção de que a formação de públicos começa pelas crianças e pelos jovens, considerados essenciais para garantir o futuro das artes e consolidar uma cultura de valorização do teatro musical no país.

Assumindo o teatro musical como uma poderosa ferramenta de comunicação, “O Veredicto” procura transmitir mensagens sociais de forma firme, educativa e impactante, recorrendo à arte para estimular a reflexão sobre cidadania, memória, identidade e responsabilidade colectiva.

Mais do que assistir a um julgamento, o público será convidado a decidir uma questão que atravessa toda a narrativa: afinal, qual é o verdadeiro veredicto sobre a Cultura Moçambicana?

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Encerramento do Nu Metro deixa a capital do país sem qualquer cinema em funcionamento https://falamoz.com/2026/09/19/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/ https://falamoz.com/2026/09/19/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/#respond Sat, 19 Sep 2026 16:05:35 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/encerramento-do-nu-metro-deixa-a-capital-do-pais-sem-qualquer-cinema-em-funcionamento/ Ler mais]]>

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  • Apagam-se as luzes da última sala de cinema de Maputo
  • Gilberto Mendes diz que a cultura moçambicana “está nos cuidados intensivos”

O pano caiu sobre a última sala de cinema em funcionamento na capital moçambicana. O Nu Metro, instalado no Gloria Mall e considerado o derradeiro refúgio da sétima arte na cidade de Maputo, encerrou temporariamente as portas, deixando a cidade sem qualquer espaço dedicado à exibição regular de filmes. O anúncio, feito através de um breve comunicado da gerência, reacendeu o debate sobre o progressivo desaparecimento dos equipamentos culturais e o estado da cultura em Moçambique.

Elísio Nuvunga

A administração limitou-se a informar que o encerramento resulta de “motivos alheios à sua vontade”, sem esclarecer as razões da decisão nem avançar uma data para a retoma das actividades.

“Por motivos alheios à nossa vontade, o cinema encontra-se fechado temporariamente. Agradecemos a compreensão e pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados”, refere o comunicado.

A suspensão das actividades deixa órfãos milhares de cinéfilos que, nos últimos anos, encontravam no Nu Metro o único espaço para acompanhar estreias nacionais e internacionais numa sala de cinema. Para muitos, o fecho representa mais um sinal do declínio dos espaços culturais no País.

A notícia provocou uma onda de reacções nas redes sociais, onde artistas e agentes culturais alertaram para o contínuo desaparecimento de infra-estruturas dedicadas às artes.

Gilberto Mendes: Antes do encerramento dos cinemas, já tínhamos encerrado quase tudo

Entre as vozes mais críticas está a do actor e encenador Gilberto Mendes, que considera que o encerramento do Nu Metro é apenas o reflexo mais visível de uma crise cultural que se vem agravando há vários anos.

Segundo o artista, antes de desaparecer o cinema, Moçambique já tinha assistido ao encerramento de salas de espectáculo, companhias de teatro, bandas musicais e outros espaços fundamentais para a criação artística.

Numa publicação nas redes sociais, Mendes questiona o facto de a sociedade apenas reagir agora, quando o processo de degradação do sector cultural decorre há muito tempo, praticamente sem contestação pública.

Para o encenador, a cultura desempenha um papel central na formação da cidadania, no fortalecimento do civismo e na preservação da identidade nacional, deixando um alerta contundente sobre o estado do sector.

” A cultura moçambicana não está doente. Está nos cuidados intensivos. E cada dia que adiamos o tratamento torna a recuperação mais difícil. A pergunta já não é se devemos agir. A pergunta é se ainda vamos a tempo. Entretanto, enquanto discutimos o problema, há quem continue teimosamente a lutar. Há quem continue a acender luzes em vez de amaldiçoar a escuridão. Há quem continue a acreditar que um povo educado pela cultura será sempre mais forte do que um povo alimentado apenas por estatísticas económicas “, escreveu.

Embora o encerramento tenha sido anunciado como temporário, a ausência de explicações por parte da gerência quanto às causas da paralisação e ao eventual regresso da actividade alimenta a incerteza sobre o futuro da única sala de cinema que permanecia aberta na cidade de Maputo. Para muitos amantes da sétima arte, o apagar das luzes do Nu Metro representa mais do que o fecho de um cinema: simboliza o enfraquecimento de um dos últimos espaços de encontro, criação e fruição cultural na capital.

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Roberto Chitsondzo critica mediocridade na cultura e culpa sociedade, artistas e media https://falamoz.com/2026/09/19/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/ https://falamoz.com/2026/09/19/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:54:26 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/roberto-chitsondzo-critica-mediocridade-na-cultura-e-culpa-sociedade-artistas-e-media/ Ler mais]]>

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  • “Infelizmente os nossos programas culturais não têm casa…”

A cultura moçambicana está a perder a sua identidade, enquanto artistas, órgãos de comunicação social e o próprio público alimentam um ciclo de mediocridade que privilegia a popularidade fácil em detrimento da criação artística. O alerta é do músico e compositor Roberto Chitsondzo, para quem a degradação do panorama cultural não pode ser atribuída a um único responsável, mas sim a uma sociedade que, aos poucos, deixou de valorizar as suas próprias referências.

Elísio Nuvunga

Interpelado pelo Evidências à margem do lançamento do Veredicto, que se estreou na última sexta-feira, sob direcção de Zé Pires, para responder sobre quem é o principal culpado pelo enfraquecimento da produção cultural nacional, o artista preferiu distribuir “o mal pelas aldeias”, recorrendo à metáfora para defender que a responsabilidade é colectiva.

Segundo Chitsondzo, muitos músicos abandonaram a autenticidade para seguir tendências comerciais, enquanto o público passou a consumir, com maior entusiasmo, conteúdos importados e fenómenos passageiros, relegando para segundo plano as manifestações culturais que marcaram a identidade do país.

“Nós, artistas, fugimos da nossa essência para sermos mais aplaudidos. A sociedade deixou de escutar a sua própria cultura para dar mais likes àquilo que é dos outros”, afirmou.

Para o compositor, Moçambique sempre dialogou com outras culturas, mas essa abertura nunca deveria significar a substituição dos valores artísticos nacionais por modelos importados. Na sua leitura, o problema não está na influência estrangeira, mas na incapacidade de preservar aquilo que distingue a criação moçambicana.

As críticas estendem-se aos órgãos de comunicação social, que, segundo o músico, deixaram de cumprir o papel de promover e formar públicos para a cultura, optando por conteúdos de consumo rápido, polémicas e entretenimento sem profundidade.

“Infelizmente, os nossos programas culturais não têm casa. Aquilo a que a gente assiste é fofoca, aberrações, insultos. Daquilo que deveriam apresentar os nossos colegas, eu não vejo nada.”

Na sua opinião, muitos meios de comunicação transformaram-se em plataformas de promoção da mediocridade, abrindo espaço para actuações sem qualidade técnica e sem qualquer exercício de crítica, contribuindo para a banalização da produção artística nacional.

Chitsondzo considera igualmente que a indústria musical vive hoje excessivamente condicionada pelas tendências internacionais. Géneros como o Amapiano passaram, segundo diz, a orientar as escolhas de muitos artistas, que produzem músicas para responder às exigências do mercado e das redes sociais, em vez de investirem em obras capazes de preservar a memória e a identidade cultural moçambicana.

Apesar do diagnóstico crítico, o músico acredita que o país continua a possuir um património artístico capaz de inverter esta tendência. Recorda que Moçambique é berço de escritores, poetas, compositores e intérpretes de reconhecimento internacional, defendendo que esse legado deve voltar a servir de inspiração às novas gerações.

“Temos muitos livros escritos por moçambicanos, poetas reconhecidos internacionalmente e nós ainda aparecemos a cantar músicas sem conteúdo. Por que é que não vamos buscar um poema e transformá-lo numa música? Temos vergonha de quê?”, questionou.

Para Roberto Chitsondzo, a recuperação da cultura moçambicana dependerá menos das modas e mais da capacidade de artistas, media e sociedade resgatarem a identidade que, durante décadas, fez da música, da literatura, do teatro e da dança instrumentos de formação cívica e afirmação nacional. Enquanto o sucesso continuar a medir-se pelo número de visualizações e não pela qualidade da criação, conclui, Moçambique arrisca-se a perder uma das suas maiores riquezas: a capacidade de contar a sua própria história através da arte.

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Festival Maputo em Cena homenageia Evaristo Abreu na sua segunda edição https://falamoz.com/2026/09/19/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/ https://falamoz.com/2026/09/19/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:45:09 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/festival-maputo-em-cena-homenageia-evaristo-abreu-na-sua-segunda-edicao/ Ler mais]]>

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A Olankha realiza a segunda edição do Festival Maputo em Cena. Evento que este ano acontece entre os dias 13 e 22 de Agosto presta homenagem ao actor, encenador e dramaturgo moçambicano Evaristo Abreu, em reconhecimento do seu contributo para o desenvolvimento das artes cénicas em Moçambique.

O festival apresenta uma programação diversificada que reúne nove espectáculos, actividades de formação e uma mesa-redonda, promovendo encontros entre artistas nacionais e internacionais e aproximando o público das artes performativas. Entre os destaques da programação encontra-se “O Dançarino”, de Evaristo Abreu, dirigido por Isabel Jorge.

A obra que integra a homenagem ao artista e celebra o seu legado na dramaturgia e na cena moçambicana será apresentada no dia 13, às 18h00, no Centro Cultural FrancoMoçambicano (CCFM).

Estão propostos igualmente os espectáculos “Dois perdidos numa noite suja”, no dia 14, e “O microfone quebrado”, no dia 21, apresentados pela companhia Mahamba, bem como ao espectáculo “Jacob, um conto moçambicano”, no dia 20, protagonizado pelo actor moçambicano radicado em Portugal, Alberto Magassela.

A programação integra ainda “Politiquices de pequeno vulto”, uma produção do grupo Luarte agendada para o dia 16, na Casa Velha. Trata-se de uma peça que reforça a diversidade estética da programação ao abordar, através da linguagem teatral, questões sociais e políticas do quotidiano cruzando o humor e a crítica.

O festival apresenta igualmente “Lutar para perder”, no dia 18, às 18h00, no Instituto Guimarães Rosa (IGR). O monólogo interpretado pelo actor Ailton Zimila, um dos talentos emergentes do teatro moçambicano, expõe uma sensibilidade artística e qualidade interpretativa que têm vindo a afirmar-se junto do público e da crítica.

Reforçando o seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, o “Maputo em Cena” realizará duas actividades no bairro da Mafalala. Énia Lipanga, escritora e activista social, apresenta, no dia 15, no Museu Mafalala, o seu audiolivro “Nada será devolvido em silêncio” e, no dia 17, a Companhia Makweru leva ao Circuito da Mafalala a peça “Kuloha”.

A reflexão sobre o teatro nacional ocupará igualmente um lugar de destaque com a realização da mesa-redonda “Pensar a Estética do Teatro Moçambicano a partir da obra de Evaristo Abreu”. Sob moderação de Dadivo José, a conversa terá como painelitas Lucrécia Paco, Alberto Magassela, Elliot Alex, Maria Atalia Adamugy e Félix Bruno Luís Carlos. O encontro marcado para o dia 18, no CCFM, pretende promover um debate em torno da herança artística de Evaristo Abreu e dos caminhos estéticos do teatro moçambicano contemporâneo.

A componente formativa do festival será assegurada por duas oficinas dirigidas a públicos distintos. A primeira, destinada a crianças, será orientada por Rita Couto, enquanto a segunda será dedicada a estudantes de artes cénicas e conduzida pelo actor Alberto Magassela, proporcionando um espaço de aprendizagem e partilha de experiências.

De referir que a segunda edição do Festival Maputo em Cena é coordenado e produzido pela Olankha Produção e Comunicação, empresa moçambicana especializada na produção de conteúdos audiovisuais, comunicação e produção de eventos culturais e artísticos, e conta com o apoio da Cultiv’Arte e o Centro Cultural Franco-Moçambicano.

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Moçambique moderniza licenciamento ambiental com lançamento do SGLA 2.0 https://falamoz.com/2026/09/19/mocambique-moderniza-licenciamento-ambiental-com-lancamento-do-sgla-2-0/ https://falamoz.com/2026/09/19/mocambique-moderniza-licenciamento-ambiental-com-lancamento-do-sgla-2-0/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:37:43 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/mocambique-moderniza-licenciamento-ambiental-com-lancamento-do-sgla-2-0/ Ler mais]]>

A Direcção Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas (DINAMC) lançou esta segunda-feira, na cidade de Maputo, a versão 2.0 do Sistema de Gestão de Licenciamento Ambiental (SGLA), uma plataforma electrónica destinada a modernizar e tornar mais eficiente a gestão dos processos de licenciamento ambiental no país.

O lançamento teve lugar durante um workshop nacional subordinado ao tema “Modernização do Licenciamento Ambiental em Moçambique”, que reuniu representantes de instituições públicas, sector privado, consultores ambientais, academia, organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação.

A nova versão do SGLA permite a gestão electrónica das diferentes etapas do processo de licenciamento ambiental, desde a submissão dos pedidos até à emissão das respectivas licenças, incluindo os processos de monitorização, auditoria e fiscalização. A plataforma reduz, igualmente, a necessidade de apresentação física de documentos e possibilita aos consultores e auditores ambientais efectuar o registo e a renovação directamente através do portal.

Do lado das instituições públicas, o sistema permite centralizar a informação, reforçar a rastreabilidade dos processos e melhorar a articulação entre as diferentes entidades intervenientes, contribuindo para uma gestão mais eficiente, transparente e consistente do licenciamento ambiental.

O SGLA 2.0 constitui uma evolução da plataforma originalmente desenvolvida no âmbito do Projecto CONNECT e lançada em 2022. A actualização e modernização do sistema resultam do trabalho desenvolvido pela DINAMC, em parceria com a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a Wildlife Conservation Society (WCS) Moçambique, no âmbito do Programa COMBO+.

Durante o workshop foram apresentadas as principais funcionalidades da nova versão da plataforma, acompanhadas de uma demonstração da sua utilização. O encontro serviu igualmente para promover o diálogo em torno dos desafios e das oportunidades associados à modernização do licenciamento ambiental em Moçambique.

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Paulo Chemane lança “As Brincadeiras da Minha Rua” em Maputo https://falamoz.com/2026/09/19/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/ https://falamoz.com/2026/09/19/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:36:22 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/paulo-chemane-lanca-as-brincadeiras-da-minha-rua-em-maputo/ Ler mais]]>

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O escritor moçambicano, Paulo Chemane, lança no dia 27 de Agosto de, o lançamento da obra “As Brincadeiras da Minha Rua” do escritor moçambicano Paulo Chemane, sob a chancela da LitterArte. O evento terá lugar às 15h00, no Ntsindya – Centro Cultural Municipal, cidade de Maputo.

A cerimónia contará com um momento cultural protagonizado pelo Grupo Lihathi – Poesia e Declamações, enquanto a apresentação da obra estará a cargo de Ernesto Moamba.

Segundo a editora, a publicação surge com o propósito de resgatar as brincadeiras tradicionais e promover a valorização da memória e da cultura infantil, numa época marcada pelo crescente uso da tecnologia e das redes sociais.

A obra chama atenção para a redução da interacção entre crianças nos bairros e para o enfraquecimento dos momentos de convívio entre pais e filhos. Nesse contexto, “As Brincadeiras da Minha Rua” procura recuperar práticas e jogos do passado, como forma de aproximar as novas gerações da sua história e das experiências que marcaram a infância de gerações anteriores.

Para o autor, a criatividade desenvolvida durante a infância pode influenciar a formação do indivíduo na vida adulta. Por isso, considera importante preservar e transmitir às novas gerações experiências que contribuíram para a formação de profissionais de diferentes áreas, incluindo engenheiros, médicos, advogados e outros quadros que participam no desenvolvimento do país.

Paulo Chemane nasceu e cresceu em Moçambique, na província de Maputo, sendo o segundo de sete filhos. O seu interesse pela literatura despertou ainda na infância, influenciado pela tia, que lia em voz alta, quase diariamente, poemas da sua autoria.

A experiência despertou no autor o gosto pela escrita e levou-o a reconhecer a força das palavras. Actualmente, Chemane reside em Brisbane, na Austrália, onde continua a desenvolver a sua actividade literária e a cultivar a paixão pela escrita.

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BIOFUND apresenta e encerra iniciativa em Maputo https://falamoz.com/2026/09/19/biofund-apresenta-e-encerra-iniciativa-em-maputo/ https://falamoz.com/2026/09/19/biofund-apresenta-e-encerra-iniciativa-em-maputo/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:31:27 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/biofund-apresenta-e-encerra-iniciativa-em-maputo/ Ler mais]]>

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), em coordenação com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), realizou, esta semana, na Cidade de Maputo, a Reunião de Apresentação dos Resultados e Encerramento do Programa de Conservação da Biodiversidade.

O encontro serviu para apresentar os principais resultados alcançados ao longo do período de implementação do programa, bem como os impactos registados nas Áreas de Conservação e junto das comunidades beneficiárias. A reunião permitiu igualmente partilhar experiências, boas práticas, desafios e lições aprendidas durante a execução das diferentes intervenções.

Coordenado pela BIOFUND, em estreita colaboração com a ANAC, o programa contou com o financiamento do Governo da Suécia, através da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), e foi concebido para contribuir para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e o reforço da capacidade de adaptação e resiliência às alterações climáticas.

Durante a sua implementação, a iniciativa apoiou intervenções em Áreas de Conservação e iniciativas de Conservação Comunitária, através de três subprogramas estratégicos, nomeadamente a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistémicos; o desenvolvimento de mecanismos inovadores de financiamento da conservação; e o fortalecimento das políticas públicas e do desenvolvimento humano para a conservação.

A apresentação dos resultados destacou os avanços alcançados nestas áreas, com particular enfoque nas intervenções realizadas nas Áreas de Conservação e nas iniciativas dirigidas às comunidades, procurando reforçar a participação local na gestão e conservação dos recursos naturais.

O encontro serviu ainda para reflectir sobre a sustentabilidade dos resultados alcançados e identificar perspectivas para futuras iniciativas de conservação da biodiversidade em Moçambique, num contexto marcado pela necessidade de reforçar a protecção dos ecossistemas e a resiliência das comunidades às alterações climáticas.

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Mel Matsinhe leva visão estratégica da economia criativa moçambicana a Kigali https://falamoz.com/2026/09/19/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/ https://falamoz.com/2026/09/19/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:30:32 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/mel-matsinhe-leva-visao-estrategica-da-economia-criativa-mocambicana-a-kigali/ Ler mais]]>

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A investigadora, escritora e musicista moçambicana Mel Matsinhe participa este mês no Africa Creative Economy and Investment Forum (ACEIF), em Kigali, Ruanda, para apresentar uma perspetiva estratégica sobre o papel da cultura e das indústrias criativas no desenvolvimento de Moçambique e do continente africano. O encontro internacional reúne governos, académicos, investidores e organizações culturais focados em transformar a produção artística e o conhecimento tradicional em valor económico, emprego qualificado e inovação sustentável.

A participação de Matsinhe no evento continental centra-se na defesa de que o país e a região devem evoluir da mera celebração do talento para a construção de infra-estruturas conceptuais, regulatórias e financeiras sólidas. A investigadora sustenta que o sector criativo se articula directamente com áreas estruturantes como a educação, o turismo, a diplomacia e a tecnologia, exigindo uma integração ecfetiva nas políticas públicas de desenvolvimento.

“África não precisa apenas de ser reconhecida pelo seu talento criativo. Precisa de desenvolver a capacidade de pensar, estruturar, proteger, financiar e internacionalizar aquilo que cria”, defende a investigadora moçambicana.

Com um percurso académico marcado pelo doutoramento na Universidade de Pretória, onde se dedica à investigação sobre a salvaguarda, promoção e propriedade intelectual da música em Moçambique, Matsinhe combina a prática artística com a análise de políticas culturais. O seu trabalho aborda a música não apenas como manifestação artística, mas como um instrumento de coesão social, criação de emprego e afirmação de soberania cultural.

No âmbito do fórum em Kigali, a profissional moçambicana modera no dia 29 de Agosto um painel dedicado à criação cultural no continente e à circulação internacional de bens criativos. O debate abordará modelos de cooperação que garantam que os processos de internacionalização não resultem na perda de autonomia ou na desvalorização dos sistemas de conhecimento locais.

“Há uma diferença entre participar na economia criativa e ajudar a definir para onde ela vai”, enfatiza Mel Matsinhe, apontando a necessidade de consolidar parcerias institucionais e projetos de investigação que permitam reter em África o valor económico e intelectual gerado pela sua própria produção cultural.

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“Criar com Histórias” incentiva equilíbrio entre tecnologia, leitura e brincadeiras tradicionais https://falamoz.com/2026/09/19/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/ https://falamoz.com/2026/09/19/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:24:23 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/criar-com-historias-incentiva-equilibrio-entre-tecnologia-leitura-e-brincadeiras-tradicionais/ Ler mais]]>

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A Fundação Fernando Leite Couto acolheu, no último sábado (5), a iniciativa “Criar com Histórias”, um evento que reuniu pais, encarregados de educação, crianças, artistas e educadores para reflectir sobre o uso equilibrado das tecnologias e a importância da leitura e das brincadeiras tradicionais no desenvolvimento infantil.

Promovida pela APER Marketing, a actividade teve como principal objectivo sensibilizar as famílias para a necessidade de moderar o tempo de exposição às telas, incentivando práticas que favoreçam o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.

Na ocasião, a Directora Executiva da APER e patrona do evento, Jónia Presado, destacou a importância de orientar os pais sobre a utilização consciente da tecnologia durante a infância.

“É importante equilibrar o mundo das telas com o das brincadeiras. Devemos fazer com que os nossos filhos compreendam a relevância das Tecnologias de Informação e Comunicação para o seu desenvolvimento, mas também valorizar as brincadeiras recreativas, actividades lúdicas que contribuem para o crescimento físico-motor e cognitivo das crianças”, afirmou.

Jónia Presado também salientou a leitura como fonte do conhecimento que, assim como a arte, o desporto e as brincadeiras tradicionais são actividades-chave para ocupar as crianças e equilibrar o tempo de uso das telas. Ainda adicionou que, mais importante do que o tempo de uso das telas, é o tipo de conteúdo que as crianças têm acesso que deve ser igualmente controlado pelos pais.

A escritora e professora portuguesa Selma Santos, convidada principal da iniciativa, defendeu a valorização da leitura como ferramenta essencial para a formação das novas gerações e para o fortalecimento das relações humanas.

“Precisamos de valorizar a leitura e compreender a importância de nos afastarmos da dependência das telas e das redes sociais para comunicarmos uns com os outros. Ler é alimentar a imaginação. A escrita é fazer com que essa imaginação se concretize”, disse.

Entre os participantes esteve também o encarregado de educação Miguel dos Santos, que partilhou a sua experiência enquanto pai. “Estou a tentar conduzir os meus filhos a terem uma infância sem dependência dos telemóveis e das telas”, afirmou.

Além da conversa sobre literatura, o programa incluiu sessões de leitura, actividades lúdicas e brincadeiras tradicionais moçambicanas orientadas por Arone Bila, proporcionando às crianças momentos de aprendizagem e interacção através de práticas culturais locais.

O evento contou ainda com a exposição e venda de livros infantojuvenis de autoria de Selma Santos. A iniciativa reuniu cerca de 60 participantes, entre eles: pais, encarregados de educação, artistas e crianças, reforçando a mensagem de que a literatura, a educação e as brincadeiras tradicionais podem desempenhar um papel fundamental na promoção do desenvolvimento da primeira infância e na construção de hábitos saudáveis numa era cada vez mais digital.

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UEM vai outorgar o título de Doutor Honores Causa à Malangatana https://falamoz.com/2026/09/19/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/ https://falamoz.com/2026/09/19/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/#respond Sat, 19 Sep 2026 15:23:59 +0000 https://falamoz.com/2026/09/19/uem-vai-outorgar-o-titulo-de-doutor-honores-causa-a-malangatana/ Ler mais]]>

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A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) vai outorgar, no dia 14 de Setembro, a título póstumo, o grau de Doutor Honoris Causa a Malangatana Valente Ngwenya, em Letras, Artes e Cultura.

A distinção constitui um reconhecimento do seu inestimável contributo para as Letras, as Artes e a Cultura, do seu legado artístico, literário e cultural, da sua intervenção cívica e humanista, bem como do seu papel na projecção internacional de Moçambique.

Nascido a 6 de Junho de 1936, na aldeia de Matalana, distrito de Marracuene, província de Maputo, Malangatana foi uma das figuras mais marcantes da cultura moçambicana e africana. Artista multifacetado, construiu uma obra singular que ultrapassou as fronteiras da pintura, estendendo-se ao desenho, à gravura, à poesia, à literatura oral, à música e à intervenção cultural.

A sua produção artística desenvolveu-se num contexto marcado pelas desigualdades do sistema colonial, pelas transformações sociais e pelo despertar dos movimentos nacionalistas africanos. Inspirada nas tradições culturais moçambicanas, na espiritualidade africana, nos imaginários colectivos e nas experiências vividas pelo povo, a sua obra afirmou-se através de uma linguagem estética própria e profundamente enraizada na realidade do país.

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